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 Artigos Técnicos 

       Impressão Digital para Mídia Externa e Ponto de Venda

      Este tutorial tem o objetivo de esclarecer e delimitar alguns parâmetros sobre a impressão digital de grande formato, amplamente utilizada em peças gráficas de sinalização, tanto para mídia externa quanto para ponto de venda. Vamos falar aqui em dois tipos de impressão digital mais usados no mercado brasileiro: sistema ink-jet in-door e sistema piezo electric out-door.

      Diferentes tipos de impressão:

       Impressão Digital Ink Jet (in-door)

      Este é o sistema de impressão digital mais difundido no mercado brasileiro atualmente. Sua principal característica é a altíssima resolução, ou resolução fotográfica.

       Sistema: Seu processo de jato de tinta é muito semelhante ao de uma impressora de mesa comum, porém, com algumas diferenças: possui alimentação contínua de mídia (em rolos) e também possui um reservatório de tinta a parte dos cartuchos. A tecnologia dos cartuchos é a mesma da impressora de mesa. Um "chip" é que vai definir a quantidade de tinta que irão jorrar pelos jatos. Utiliza tintas a base de água.

       Ainda é um sistema que torna o produto final um pouco caro, se levarmos em consideração que a maioria desses equipamentos somente utiliza tintas de uso interno (in-door), não podendo ficarem expostos a raios UV ou em contato com umidade. São materiais de vida curta, ou seja, indicados para peças promocionais de até seis meses. Alguns materiais podem resistir por até dois anos, desde que se tomem alguns cuidados, como por exemplo, não deixar exposto diretamente aos com raios UV. Praticamente todos os tipos de papéis recebem um tratamento em sua superfície, a fim garantir a qualidade da impressão.

       Apesar de alguns equipamentos permitirem o uso de tintas com proteção UV, não são indicados para uso externo, pois são tintas a base de áfua e já é comprovado que não possuem muita resistência quando expostos as intempéries. Em alguns casos faz-se a aplicação de vernizes UV, que não irão fornecer proteção alguma, apenas retardam o processo conhecido como "perda de cor", ou o desbotamento do material impresso.

       Além das quatro cores principais (CMYK) alguns equipamentos podem imprimir utizando até doze cores diferentes para melhor qualidade e maior quantidade de cores possíveis. São variações das cores principais, como o "light-magenta" e o "light-cian". O nome dessas cores pode variar, dependendo o fabricante da tinta.

       Usos: São usados em diversos tipos de peças, principalmente em ponto de venda, na sua maioria como displays, banners e back-lights. Seu uso pode se extender para cenários, adesivos, imantados.

       Impressão Digital Piezo Electric

      Também é um sistema de jato de tinta, porém com algumas diferenças marcantes.

       Sitema: Apesar do equipamento ser parecido com o anterior, seu processo é bem diferente. Neste tipo de equipamento não existem cartuchos, mas cabeças de impressão de longa duração. No lugar do "chip" temos um cristal, que através de descargas elétricas define a quantidade de tinta a ser jorrada. Esse tipo de impressão tem proteção UV e é amplamente utilizado na mídia externa.

       Existem dois tipos de tintas: uma a base de óleo, puco utilizada no Brasil e a outra a base de solvente, utilizada em 99% dos equipamentos. Este tipo de tinta possui grande resistência as intempéries, podendo durar mais de três anos, sem significativa perda de cor. Este tipo de impressão não possui resolução fotográfica, pelo fato de ser uma tinta muito consistente e não permitir jatos muito finos, ocasionando o entopimento das cabeças de impressão.

       A maioria dos equipamentos trabalha somente com as quatro cores principais (CMYK), mas já existem equipamentos com até seis cores diferentes. São equipamentos de grande porte, caríssimos se comparados as impressoras de uso in-door. Exigem um grande investimento em estrutura, além de treinamento de profissionais.

Usos: Utilizado principalmente na mídia externa, em banner, adesivos, painéis, front-lights, back-lights, empenas, veículos, caminhões, cenários, fachadas, vitrines, envelopamento de veículos, ônibus, trens, metrôs.

       O que todo produtor gráfico deve saber:

       Fidelidade de cores: A visão humana vê bilhões de cores; a tela de um computador chega a 16 milhões; o filme fotográfico atinge de 10 a 15 milhões, enquanto o impresso não ultrapassa 6 mil cores. Essa limitação do "range" de cores (chamado também de "color gamut") do processo de impressão é o que limita a reprodução perfeita das imagens coloridas.

       Metragem e soldagem: pelo sistema de impressão piezo, hoje, já é possível imprimir telas para diversos usos em qualquer formato. O limite é a criatividade do profissional de comunicação. Essas telas são impressas em várias partes e soldadas eletronicamente formando uma única peça no tamanho que for preciso. Essa solda é praticamente invisível, se considerarmos a distância de visualização de um banner ou um painél.

       Perda de cor ou desbotamento: Por estarmos em uma região tropical, os painéis de rua estão sujeitos à ação implacável do sol e, também, expostos à poluição e ao acúmulo de sujeira, apesar de existirem tintas com alto grau de proteção UV. Para minimizar esses fatores desgastantes, algumas empresas oferecem uma camada de verniz em suas impressões, aumentando a vida útil da imagem.

       Prova de Cor: é importante verificar junto ao fornecedor, se o mesmo realiza provas de cor, seja em algum equipamento que utiliza os mesmos perfis de calibração das impressoras, ou direto no equipamento. Para tanto, deve-se fornecer sempre uma prova impresa mais próxima ao real ou as fotos ou cromos originais, para que se faça a conferência na hora da impressão.

       Resolução e Distância de Visualização: A resolução de um escaneamento para materiais de sinalização está diretamente relacionada com a distância de visualização do painel pelo leitor - quanto maior a distância a que o leitor está do painel, menor poderá ser a resolução da imagem. Não há uma clara percepção de melhoria de qualidade quando se aumenta a resolução do escaneamento mais do que o necessário; além disso, o arquivo torna-se pesado e há um aumento do tempo de processamento que, conseqüentemente, acarreta em aumento de custos da impressão do trabalho.

Calcule a resolução de escaneamento para sua imagem com base nas tabelas de visuzlização abaixo:

Impressão Digital Piezo - uso out-door

Distância
Resolução (dpi)
1 metro
75
3,5 metros
50
5 metros
40
8 metros
30
Acima de 8 metros
20

Impressão Digital Ink Jet - in-door (fotográfica)

Distância
Resolução (dpi)
3 metro
130
5 metros
120
Acima de 8 metros
100


Observações:

1) Todos esses dados são baseados no tamanho final da impressão. Dessa forma, se a escanerização for realizada em tamanho menor, deve-se calcular quantas vezes ela será ampliada para o tamanho final e multiplicar pela quantidade de dpis descrita na tabela.

2) Essa resolução só é válida para imagens, e não serve como referência para gráfico e textos.

3) É importante definir junto ao cliente a distância de visualização, pois, se um material é impresso para ser visualizado a 8 metros de distância, não poderá ser utilizado dentro de stand de uma feira, por exemplo. É muito comum os profissionais solicitarem um material e por falta de conhecimento, acabam pagando mais caro ou até o material não acaba saindo dentro da espectativa do cliente.

       Preparando arquivos para impressão:

       Escanerização, digitalização e tratamento de imagens: todas as impressoras trabalham com padrões de cor CMYK, dessa forma, todos os arquivos, sejam gráficos ou imagens devem estar em escala de cores CMYK. Digitalize suas imagens de acordo com as tabelas de visualização descritas acima. Sabe-se que não há ganho tanto de cor como de resolução com imagens em resolução maior do que as indicadas. Porém, em resolução menor podem apresentar estriamento ou serrilhamento na impressão. Alguns fornecedores também prestam serviços de escanerização e tratamento de imagens, devem ser consultados quanto a prazos e preços.

       Outra dica importante, é nunca utilizar softwares gráficos como o Corel Draw para dimensionar, rotacionar ou colocar efeitos em imagens. Sempre utilize um softaware de edição de imagens. Também é aconselhável fazer os "degradês"em softwares que trabalham com gradientes e nunca por etapas.

       Gráficos e textos: um problema que muitos enfrentam é com relação ao serrilhamento de gráficos. Isso ocorre principalmente com arquivos gerados com resolução não suficiente. Para gera gráficos, desenhos vetoriais ou textos, utiliza softwares gráficos, onde os mesmos podem ser ampliados para qualquer tamanho sem perder a qualidade. Quando isso é feito em software de edição de imagens, deve-se utilizar uma resolução de no mínimo 100 dpi para impressão piezo out-door e de no mínimo 180 dpi para impressão em resolução fotográfica.

       Cores especias: para imagens, gráficos e textos sempre trabalhe com escala de cores CMYK. Quando houver necessidade de alguma cor especial, mantenha o arquivo em CMYK e faça uma "print" com as cores mais próximas do real e especifique a cor, de preferência em escala Pantone Matching System.

       Acabamentos: dê atenção especial para este ítem. Certifique-se junto ao seu fornecedor quanto a área visual (tamanho do arquivo) e a área acabada (área visual mais área exigida para acabamento). Todos os tipos de acabamentos, seja bainha e bolça para varões, bordas reforçadas, ilhoses, canaletas ou molduras necessitam de sangramento. Tudo isso deve ser planejado na construção do arquivo, caso contrário o acabamento pode cobrir textos ou partes de imagens importantes próxima a borda visual, ou ainda, principalmente em banners, ficar com bordas brancas indesejáveis. Na maioria dos casos basta um sangramento de aproximadamente 5 cm apenas no fundo da imagem. Outra dica é nunca colocar textos ou imagens menos de 5 cm das bordas do material.

       Mais uma vez, numa "print"com qualidade e o mais próxima possível das cores reais, deve-se especificar que tipo de acabamento terá o material e a quantidade de sangramento.

       
Finalizando: com o arquivo pronto e tudo conferido, remova paths ou layers desnecessárias e utilize as funções "Prepare For Service Bureau" do Corel e da Adobe. Esta função irá reunir numa única pasta, além do arquivo, todas as fontes utilizadas com também um resumo com informações sobre o arquivo, gerado pelo próprio programa. Em outros programas apenas reúna todas as fontes utilizadas, ou converta as mesmas em curvas.

       Print: como já foi dito, faça uma "print" colorida e com qualidade, com todas as especificações de cor e acabamentos, bem como o substrato que será impresso o material e o software em que o arquivo foi feito. Se possível envie as fotos ou cromos originais.

       Fornecedor: quando o arquivo chega no fornecedor, ele é aberto no programa original onde é feita a conferência pela "print". Se não houver nenhuma irregularidade certo ele é fechado para um software de R.I.P (Rastering Imagem Process) de onde é enviando para os equipamentos realizarem uma prova de impressão. Novamente é feita a conferência pela "print" ou pelas fotos e cromos e só então é realizada a impressão final do material.

       
É sempre importante a agência conhecer bem seu fornecedor e manter-se atualizada com relação ao mesmo, pois diversas variáveis importantes podem surgir no meio do processo. Vale lembrar que muitos fornecedores possuem seus próprios drivers de impressão para que o arquivo seja fechado pela própria Agência.

       
Esta cartilha foi desenvolvida por profissionais que atuam no segmento de impressão digital de grande formato segundo padrões utilizados em empresas líderes em seus mercados, como Bureau Digital Bandeirante, MMT e RedeSigns, além de dados técnicos fornecidos pelos principais fabricantes de equipamentos, como HP, DGI, Vutek, Epson e Nur.

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     Autor: Cristiano Sieves
     Depto Impressão Digital
     RedeSigns - Blumenau/SC
     Fone: (47) 323-6909
     cristiano@redesigns.com.br
     www.redesigns.com.br

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