::: Quer Saber? :::
:: Publicidade
::::: O básico
::::: Campanha
::::: Conceituando
::::: Criatividade
:: Agência
::::: O básico
::::: O que é?
::::: Estrutura
::::: Briefing
:: Mídias
::::: Televisão
::::: Rádio
::::: Impressos
::::: Cinema
::::: Internet
::::: Mídia Externa
:: Marketing
::::: O que é
:::::
Esportivo
::::: de Interrupção
:: Merchandising
::::: O que é
:::::
PDV
:: Subliminar
::::: O que é?
::::: Como funciona
::::: Tipos de...
::::: Cores
::::: Exemplos
:: Design
::::: O que é?
::::: Exemplos
:: Cases
::::: O que é?
::::: Caldo Maggi
::::: Delícia
:: Curiosidades
::::: Diversas
::::: Glossário
::::: Eu, etiqueta
::::: Curtas
::::: Cultura Inútil

 

 Televisão 

 

PROGRAMAS POPULARES

::: Análises :::
:: Introdução
:: Os crimes
:: Negros na TV
:: TV Popular
:: Episódio Collor
:: Certo ou errado?
:: TV na educação

      Um ponto de vista interessante e que está muito em evidência ultimamente é a questão dos programas populares. Tem-se visto e lido com muita frequência as mais variadas críticas e discussões sobre os programas do Ratinho, do Sergio Mallando, do João Kléber, do Gugu, do Faustão, etc. Aliás, a programação dominical é um prato cheio para quem gosta de criticar os meios de comunicação de massa, mais especificamente a televisão. Vamos nos ater a um ponto de cada vez.
O programa do Ratinho, exibido pelo SBT, talvez seja o grande motivo semeador da discussão que envolve a suposta programação banal - o trash - da TV brasileira atual. Casais se degladiando pelos motivos mais fúteis, expondo suas vidas particulares e sua privacidade como se isso não tivesse a menor importância, revelando seus problemas, suas frustrações e invariavelmente se derramando em lágrimas ou se esbofeteando em cenas dantescas dignas das mais engraçadas e mais infantis comédias do gênero "pastelão" que jamais havíamos visto ou assistido, certo? Os crimes mais brutais mostrados com uma naturalidade ímpar: cadáveres expostos como se a vida humana pouco tivesse sentido.... Pessoas com as mais variadas doenças: um menino que tem pelos no corpo todo, um mulher que teve 98% do corpo queimado pelo marido ciumento, uma moça que, pendurada pelo cinto de segurança, foi arrastada por uma caminhonete por vários metros e teve a face esfacelada, etc. Tudo isso é tão atroz e temos tanto medo de ver isso na TV. Pergunta: isso é alguma coisa diferente do que vivemos e estamos sujeitos no nosso dia-a-dia? Porque temos tanto medo de encarar que vivemos numa sociedade absolutamente subdesenvolvida, que está cercada pelos mais vastos tipos de problemas e desigualdades sociais? Porque temos receio em saber que vivemos num país que tem cerca de 30 milhões de brasileiros passando fome diariamente, que tem uma cidade como São Paulo onde um estupro acontece a cada 4 minutos, ou que temos uma metrópole como o Rio de Janeiro, outrora capital de país, onde um ser humano é assassinado a cada 3 minutos? Porque esconder esses problemas? Porque varrê-los para debaixo do tapete, longe do alcance dos nossos olhos? Estamos muito acostumados a dizer: "Isso nunca vai acontecer comigo" ou "Essas coisas são problemas do governo, não meus", etc. Um famoso presidente americano falou certa vez: "Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas o que você pode fazer pelo seu país". Porque não arregaçamos as mangas e fazemos alguma coisa para mudar essa situação? Ou porque então, pelo menos, paremos de reclamar e criticar e aceitemos que a vida é assim, e se não podemos ou não queremos ajudar, pelo menos não atrapalhemos?

      Outro aspecto é o sexo na TV. Porque é tão recriminado? Ou porque é menos recriminado que o crime, o cadáver ou o deficiente físico apresentado no programa acima citado? Diz-se que o sexo é banalizado na TV, mas ele também é banalizado por nós, ou pela imensa maioria de nós, dia a dia. Que as cenas que reproduzem o ato sexual, pelo menos nas novelas deveriam ter uma outra conotação, é algo perfeitamente discutível e até plausível de ser modificado. Que os operadores das câmeras e os diretores de certos programas deveriam mostrar menos as bundas das mulheres, ou então pelo menos em ângulos não tão ginecológicos, até concordamos. Mas nós fazemos a mesma pergunta que foi feita acima: porque esconder o sexo? Ele não é banalizado em todos os outros setores da sociedade, então porque escondê-lo só da televisão? O sexo faz parte dos nossos pensamentos, da nossa roda de amigos, das revistas que compramos, dos anúncios publicitários que nos fazem desviar o olhar, das piadas, dos e-mails que distribuímos, etc. Quantos e-mails você já mandou para seus amigos com piadas ou fotos de mulheres nuas anexados? E quantos e-mails você já transmitiu adiante com mensagens religiosas ou com pensamentos e parábolas úteis para nosso crescimento como seres humanos? A diferença é gritante!

      Apenas mais um ponto que vale destacar nos tais programas de baixaria, como o Ratinho, é que além de exibir o que a maioria do povo gosta e quer ver, é que essas pessoas (Ratinho, João Kléber, Sérgio Mallando, etc.) personificam nossos anseios e preenchem lacunas em nós que as vezes nem sabíamos que existiam. Elas fazem na televisão tudo aquilo que nós, consciente ou inconscientemente, sempre tivemos vontade mas nunca oportunidade de fazer. Quantos de nós nunca sonhamos com 15 minutos de fama?

      Se, para atender o anseio de algumas pessoas, e tentar agradar o máximo de telespectadores, esses programas fossem transmitidos em horários mais "próprios" para tal, então que seja feito isso. Não que seja a atitude mais correta, mas se for a única solução, que seja. Agora censurar esses programas e proibir algumas exibições é algo inconcebível e inimaginável. O direito de falar e expressar o que quiser, é além de um direito constitucional, um direito do ser humano e um princípio áureo. O tempo da ditadura já passou. Censura, por favor, nunca mais!

 
Notícias Vip

 
Se você quiser
receber notícias Vip,
cadastre-se:

 

O 1º Portal Catarinense de Publicidade e Propaganda